13 October 2005

Profundezas & Outonos

Jean Gaumy
o
Há entre nós uma insaciada paixão pela expressão tabu que envolve a coisa dita sem jamais a dizer. É como se a palavra nunca tocasse o alvo desejado. É como se um discurso nunca visasse um objecto real. É como se a burocracia nunca saciasse um circuito referenciado. É como se o desejo nunca tocasse na coisa amada. É como se um termo nunca se ajustasse à proposição que é a sua. É como se uma imagem nunca se centrasse em si própria. É assim também na Galiza, Samuel?

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